Dono de uma interessante mistura musical, Scott Feiner é um músico incomum. Além de ser um pandeirista norte-americano, que por si só já é raro, conseguiu introduzir o pandeiro no universo do jazz, de um modo bem pessoal.
Natural de Nova Iorque, formou-se em música (Jazz Studies/Guitar) pela Hartt School of Music de Hartford, Connecticut, onde estudou história do jazz com o lendário saxofonista Jackie McLean. De volta a Nova Iorque em 1990, passou a ser reconhecido na cena jazzística por seu suingue e fraseado lírico. Durante aquela época, Feiner tocou com os melhores jovens jazzistas nova-iorquinos. Gravou dois CDs como guitarrista: Under the Influence, com o organista Larry Goldings e Feiner’s Keepers, com o saxofonista Joel Frahm.
Em 1999, em sua primeira visita ao Brasil, Feiner descobriu o pandeiro, instrumento que lhe abriu uma nova dimensão musical, mesmo ainda morando em Nova Iorque. Em 2001, muda-se para o Rio de Janeiro a fim de se aproximar do pandeiro e da música brasileira. A tradição carioca de dar canja ajudou-o a evoluir, dando-lhe a oportunidade de tocar com alguns dos melhores músicos de samba e choro no Rio, tanto no palco como nas rodas. Alguns anos depois, Feiner tornou-se um pandeirista respeitado no Rio, sendo chamado regularmente para participar de shows, principalmente em casas da Lapa. Mas foi a inovadora mistura de pandeiro e jazz que tem feito Feiner se destacar nos últimos anos. Seu grupo se chama “Pandeiro Jazz” e seu primeiro CD como pandeirista, Pandeiro Jazz, foi gravado em Nova Iorque com saxofonista Joel Frahm, violonista Freddie Bryant, e baixista Joe Martin. Este disco é possivelmente o primeiro a usar o pandeiro no lugar da bateria num grupo de jazz. Depois do sucesso de Pandeiro Jazz, ele lançou Dois Mundos (2008, Biscoito Fino) no Rio de Janeiro com trompetista Jessé Sadoc, saxofonista Marcelo Martins, pianista David Feldman e baixista Alberto Continentino. Este CD foi indicado pelo Grammy Latino em 2009.
Feiner se apresenta regularamente em festivais e clubes no mundo inteiro, sempre experimentando com diferentes formatos do seu grupo, de duo à quinteto. Além dos músicos que normalmente tocam com ele, Feiner também tem chamado outros grandes talentos dos EUA e do Brasil para participar com Pandeiro Jazz: Mark Turner, Seamus Blake, Chico Pinheiro, Hamilton de Holanda, Ricardo Silveira, Gabriel Grossi e Helio Alves, entre outros.
Feiner também é conhecido como um embaixador do pandeiro, apresentando o instrumento para pessoas no mundo inteiro. Respeitado como educador, ele tem oferecido workshops de pandeiro nos EUA, Finlândia, Suécia, Austria e Eslovênia. Nos EUA, Feiner também deu palestras sobre pandeiro e música brasileira no Manhattan School of Music (Nova York), Williams College (Williamstown, Massachusetts), Uarts (Philadelphia, Pennsylvania) e foi convidado para se apresentar no Percussion Arts Society International Convention - PASIC 2008 (Austin, TX). Também é o criador do site Pandeiro.com, visitado por pesoas do mundo inteiro. Além de todas essas atividades, Feiner está preparando um documentário chamado Meu Coração é um Pandeiro, em que atua como diretor e produtor.
» Algumas performances & workshops
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"Mr. Feiner usa o pandeiro como um expressivo instrumento do jazz."
The New York Times
"Pandeiro Jazz representa uma inovação que merece uma audiência ampliada."
All About Jazz-NY
"Uma via luminosa de aproximação entre a MPB e o jazz" [Dois Mundos]"
Jornal do Brasils
"Fico muito feliz em ver um músico norte-americano tocando jazz com o pandeiro como o Scott. São novas fronteiras que se abrem."
Marcos Suzano
“Eu não sabia que o pandeiro podia tocar jazz assim”
Robertinho Silva
"Pandeiro que ganha um novo sotaque"
Jornal O Globo |
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